27 de Janeiro de 2021
GMG

JMJ: dois anos após o Panamá, um novo impulso no caminho que leva a Lisboa

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No segundo aniversário da missa de encerramento da 34ª Jornada Mundial da Juventude no Panamá, o Comitê Organizador de Lisboa apresentou o hino oficial para a próxima edição internacional da JMJ, que acontecerá na capital portuguesa em 2023. É um convite alegre aos jovens de todo o mundo para continuar esta peregrinação de fé através das JMJs e para rezar juntos enquanto esperam pelo próximo encontro com o Santo Padre. Isto porque o hino da JMJ não é apenas um instrumento para promover o evento, mas sobretudo uma oração que, traduzida em diferentes idiomas, ressoa nas realidades locais da Igreja.

 

 

Ao cantar este hino, os jovens de todo o mundo são convidados a identificarem-se com Maria, dispondo-se ao serviço, à missão e à transformação do mundo – explicam os organizadores de Lisboa no comunicado oficial. O hino, intitulado Há Pressa no Ar, é inspirado no tema da próxima JMJ: Maria levantou-se e partiu apressadamente (Lc 1,39). O texto foi escrito pelo Pe. João Paulo Vaz e a música composta por Pedro Ferreira, professor e músico, ambos da Diocese de Coimbra, no centro de Portugal. Os arranjos foram feitos pelo músico Carlos Garcia.

O tema (…) levou-me a rever a minha relação com a Mãe e, portanto, o processo criativo

da letra tornou-se um tempo de oração muito profundo para mim–  explica o Pe. João Paulo Vaz. A melodia nasceu antes da letra, composta em uma pequena sala, ao piano, sozinho - nos conta Pedro Ferreira - e projetada para reunir uma comunidade.

O hino, selecionado através de um concurso nacional entre mais de 100 propostas, foi publicado nos canais oficiais da JMJ de Lisboa 2023 em 2 versões linguísticas: português e internacional.

Sua apresentação no aniversário da prévia JMJ também nos lembra que estes encontros são como uma corrida de revezamento que continua ao longo dos anos e traz bons frutos tanto para os participantes quanto para a Igreja local que os acolhe.

E precisamente sobre os frutos que uma JMJ pode produzir na vida dos jovens e da Igreja, comenta Victor Chang, Secretário Executivo do Comitê Organizador da JMJ de 2019 no Panamá:

Houve muitas mudanças desde a JMJ 2019, mas a mais importante é o maior protagonismo dos jovens em nossa Igreja e em diferentes áreas. Os jovens passaram de destinatários a protagonistas das ações. (...) Nós, que trabalhamos com eles e para eles, também estamos conscientes de seu papel e potencial, prontos para dar-lhes seu espaço e acompanhá-los nesta aventura. Esta é uma mudança de paradigma.