Movimentos e Associações

Servir, acompanhar, guiar. Fundamentos e práticas do governo nas associações

Nos dias 21 e 22 de maio acontecerá o Encontro anual dos moderadores das associações internacionais de fiéis, dos movimentos eclesiais e das novas comunidades
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Como de costume, também neste ano o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida organiza e acolhe o Encontro anual com os moderadores das associações internacionais de fiéis, dos movimentos eclesiais e das novas comunidades.

Cerca de 200 participantes — entre moderadores, seus delegados e membros do órgão central de governo — representando 104 das 115 associações internacionais de fiéis e entidades reconhecidas ou erigidas pela Santa Sé participarão do encontro.

Nos dias 21 e 22 de maio, na Aula Nova do Sínodo, no Vaticano, aproximadamente 200 participantes se reunirão para refletir sobre o tema: “Servir, acompanhar, guiar. Fundamentos e práticas do governo nas associações”.

O governo: serviço vivido segundo o Evangelho para o bem autêntico das associações e de seus membros

O governo nas associações é, portanto, o tema escolhido para este Encontro, que será desenvolvido ao longo dos dois dias sob os pontos de vista teológico-pastoral e canônico. O Dicastério propõe oferecer uma ajuda concreta às associações e aos movimentos e, de modo particular, àqueles que nelas exercem responsabilidades de governo, para que este serviço seja vivido segundo o Evangelho e sirva ao bem autêntico das associações e de seus membros.

Muitos serão os aspectos abordados durante o Encontro: a natureza específica e as finalidades da autoridade de governo de um moderador nas associações de fiéis; os instrumentos para um exercício colegial do governo e o equilíbrio entre corresponsabilidade e colegialidade, por um lado, e a assunção de responsabilidade pessoal, por outro; as relações de comunhão entre o órgão de governo da associação e a autoridade eclesial; o papel do governo na guarda fiel do carisma e na realização das finalidades apostólicas específicas; a importância da autoridade moral e da transparência em quem governa; o respeito e a tutela dos direitos dos fiéis por parte de quem governa; a necessária distinção entre o âmbito do governo e o âmbito da consciência; e o cuidado com a formação dos membros.

Espaço para o diálogo e a partilha

O Encontro deste ano terá duração de dois dias para oferecer mais espaço ao diálogo e à partilha. Cada vez mais, os encontros anuais com os moderadores assumem um caráter formativo, além de favorecer o conhecimento mútuo e a partilha entre o Dicastério e as associações, bem como entre as próprias associações.

O programa prevê, no primeiro dia, uma intervenção de abertura do Prefeito, Cardeal Kevin Farrell, seguida de duas conferências fundamentais: uma sobre os “Aspectos teológicos do governo, ministrada pela Profª Gill Goulding, na perspectiva da Igreja em geral; e outra sobre os “Princípios do governo nas associações de fiéis”, apresentada pelo Rev. Prof. Paolo Gherri, sob o ponto de vista canônico.

Em seguida, haverá a escuta da palavra do Papa Leão XIV e, à tarde, uma exposição conduzida pelo Dicastério sobre alguns dos desafios que a responsabilidade de governo apresenta, com o objetivo de criar consciência sobre essas questões e oferecer instrumentos adequados para enfrentá-las.

Desafios e caminhos de melhoria

Haverá também espaço para uma reflexão em pequenos grupos sobre aspectos do governo das associações que, segundo os participantes, merecem atenção, indicando também possíveis caminhos de melhoria. A recitação comunitária do Rosário nos Jardins Vaticanos concluirá o primeiro dia.

O segundo dia será mais voltado ao trabalho em grupos e à discussão em plenário, segundo o método sinodal da conversa no Espírito. Duas testemunhas oferecerão pontos de reflexão: uma sobre a “Relação entre Moderadores e Bispos”, apresentada por José Ángel Saiz Meneses, e outra sobre “A conciliação como estilo de governo”, conduzida pelo advogado Giovanni Borgna.

À tarde, serão recolhidas as propostas surgidas nos grupos de trabalho. Estão previstos ainda momentos para intervenções livres e a conclusão dos trabalhos confiada ao Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

19 de Maio de 2026
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