08 de Novembro de 2021
Ad limina

“Não perderemos a batalha da esperança”

O último grupo de bispos franceses em visita ad limina ao Dicastério
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Sobre diversos temas controversos de bioética e de direitos civis, como a reprodução medicamente assistida, o casamente para todos, o Estado francês e boa parte da opinião pública recentemente tomaram um caminho completamente diferente do da Doutrina da Igreja nestas matérias. E entre os inúmeros leigos que se empenharam de vários modos para impedir que os eventos tomassem este viés, tem-se alastrado um sentimento de derrota e desânimo.

Dessa forma, os bispos do terceiro e último grupo da França em vista ad limina no nosso Dicastério quiseram reafirmar nos últimos dias a determinação dos fiéis da França de continuarem a ser profetas da esperança: “Perdemos numerosas batalhas sociais, não perderemos a da esperança. Não vamos renunciar a exercitar a esperança tanto nos engajamentos sociais como no íntimo da nossa consciência.”

Um dos bispos também chamou a atenção do Dicastério sobre o tema do incesto, convidando a uma profunda reflexão eclesial sobre esse fenômeno, vivido por muitos como uma fatalidade, e em torno qual reina ainda hoje um silêncio inaceitável. Também era inevitável a referência ao novo impulso dado à pastoral familiar pela exortação Amoris Laetitia, definida como “um profundo sopro de Evangelho e de Misericórdia”.

Os bispos falaram dos esforços postos em prática para envolver os leigos e as famílias na missão da Igreja, investindo na formação deles e confiando-lhes ministérios específicos. E para fazer com que a Igreja se torne realmente “universal sacramento da salvação” (LG 48), partilharam numerosas experiências de acompanhamento e de integração na comunidade eclesial: das famílias feridas às pessoas homossexuais, dos migrantes às pessoas idosas.