22 de Agosto de 2018
Dublim: Matthew Lickona

A dignidade online das crianças

“O grande truque da Internet é enganar as pessoas para confundir uma presença online com a vida”

Antes do surgimento das mídias sociais, eu nunca tinha ouvido a ordem 'Suicidados!' (Kill yourself). Hoje é uma resposta on-line padrão, uma das 100 respostas sobre 78.000 usadas em geradores de memes. A maioria das pessoas realmente não quer dizer isso, mas que chance tem de afirmar sua dignidade nessa arena?”

É uma das perguntas que Matthew Lickona, do “San Diego Reader”, fez ao falar na mesa redonda sobre “Dignity and Safety in a Digital Age: Facing a New Challenge for Families”.

Se você passou muito tempo no Instagram – ele adicionou aos presentes – saiba que ‘compartilhar’ frequentemente significa ‘fazer publicidade’ (propaganda) e o produto que é vendido é o eu. Não o eu real, naturalmente, mas a versão do eu que deveria atrair mais atenção e aprovação”.

A solução aqui, continuou ele, "é simples, mas difícil: ajudar as crianças a construir uma realidade social na realidade. Aqui está um simples passo: reunir a família para o jantar, banir a tecnologia na mesa e revezar-se fazendo perguntas. Uma dificuldade óbvia: mesmo que o eu online possa não ser real, ele pode pedir uma devoção forte. Uma boa resposta para essa devoção é examiná-la em conjunto: por que essas coisas são importantes para você? Isso te deixa mais feliz ou triste? O que você entende? Em conclusão: o grande truque da Internet é enganar as pessoas para confundir uma presença online com a vida. E não há dignidade em viver uma mentira".