“Dão fruto mesmo na velhice”
(Sl 92, 15)


II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

 

Domingo, 24 de julho de 2022, será celebrada em toda a Igreja universal o segundo Dia Mundial dos Avós e dos Idosos . O tema escolhido pelo Santo Padre para a ocasião é: “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15), e pretende destacar o quanto os avós e idosos são um valor e um dom, tanto para a sociedade quanto para a comunidade eclesial.

Idosos
Anunciado o tema escolhido pelo Santo Padre para a II Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos 2022

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Pessoas idosas
A celebração da Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos no mundo inteiro

“Convido a celebrar este Dia em cada comunidade e a visitar avós e idosos, aqueles que estão mais sozinhos”, disse o Papa Francisco depois do Angelus, domingo passado. Nos quatro cantos do planeta, ...

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Alocução do Santo Padre depois do Angelus

Não tendo podido participar pessoalmente da liturgia em São Pedro, o Papa Francisco fez questão de cumprimentar pessoalmente os avós e os idosos que participaram da celebração da primeira Jornada ...

Pessoas idosas
Liturgia em São Pedro na primeira Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos

Para muitas das 2000 pessoas idosas presentes na basílica de São Pedro domingo passado, a celebração da primeira Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos foi a primeira ocasião de sair do isolamento ...

Idosos
O vídeo da oração do primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos recitada pelo Papa

Em preparação do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que se aproxima, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida disponibiliza um vídeo onde avós e idosos do mundo inteiro recitam com o Papa a ...

Idosos
Coletiva de imprensa de apresentação da Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos e da mensagem do Santo Padre

  “Depois de um ano tão difícil, temos de festejar, todos juntos, avós e netos, jovens e idosos.” Com estas palavras, o cardeal Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, ...

Comunicado de imprensa
Tema do Primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Domingo, 25 de julho, será comemorado o Primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.  O tema escolhido pelo Santo Padre para a ocasião é “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28,20) e tem por ...

Idosos
Discurso de Pe. Alexandre Awi Mello sobre a criação da Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos

No dia 11 de fevereiro, o Osservatore Romano publicou uma intervenção do Secretário do Dicastério, Pe. Alexandre Awi Mello, I. Sch., Sobre a instituição da Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos que o ...

Idosos
O Cardeal Farrell: ”Este é o primeiro fruto do Ano da Família Amoris Laetitia”

Conforme anunciado hoje depois do Angelus, o Santo Padre Francisco decidiu estabelecer em toda a Igreja a celebração da Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos, que se realizará a partir deste ano, no ...

Mensagem do Santo Padre Francisco para o
II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

 

24 luglio 2022

 

“Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15)

 

Caríssima, caríssimo!

O versículo 15 do Salmo 92 – «dão fruto mesmo na velhice » – é uma boa notícia, um verdadeiro «evangelho» que podemos, por ocasião do II Dia Mundial dos Avós e Idosos, anunciar ao mundo. O mesmo vai contracorrente relativamente àquilo que o mundo pensa desta idade da vida e também ao comportamento resignado de alguns de nós, idosos, que caminhamos com pouca esperança e sem nada mais esperar do futuro.

Muitas pessoas têm medo da velhice. Consideram-na uma espécie de doença, com a qual é melhor evitar qualquer tipo de contacto: os idosos não nos dizem respeito – pensam elas – e é conveniente que estejam o mais longe possível, talvez juntos uns com os outros, em estruturas que cuidem deles e nos livrem da obrigação de nos ocuparmos das suas penas. É a «cultura do descarte»: aquela mentalidade que, enquanto nos faz sentir diversos dos mais frágeis e alheios à sua fragilidade, permite-nos imaginar caminhos separados entre «nós» e «eles». Mas, na realidade, uma vida longa – ensina a Sagrada Escritura – é uma bênção, e os idosos não são proscritos de quem se deve estar à larga, mas sinais vivos da benevolência de Deus que efunde a vida em abundância. Bendita a casa que guarda um ancião! Bendita a família que honra os seus avós!

Com efeito, a velhice constitui uma estação que não é fácil de entender, mesmo para nós que já a vivemos. Embora chegue depois dum longo caminho, ninguém nos preparou para a enfrentar; parece quase apanhar-nos de surpresa. As sociedades mais desenvolvidas gastam muito para esta idade da vida, mas não ajudam a interpretá-la: proporcionam planos de assistência, mas não projetos de existência.[1] Por isso é difícil olhar para o futuro e individuar um horizonte para onde tender. Por um lado, somos tentados a exorcizar a velhice, escondendo as rugas e fingindo ser sempre jovens, por outro parece que nada mais se possa fazer senão viver desiludidos, resignados a não ter mais «frutos para dar».

O fim da atividade laboral e os filhos já autónomos fazem esmorecer os motivos pelos quais gastamos muitas das nossas energias. A consciência de que as forças declinam ou o aparecimento duma doença podem pôr em crise as nossas certezas. O mundo – com os seus ritmos acelerados, que sentimos dificuldade em acompanhar – parece não nos deixar alternativa, levando-nos a interiorizar a ideia do descarte. Assim se eleva para o céu esta súplica do Salmo: «Não me rejeites no tempo da velhice; não me abandones, quando já não tiver forças» (71, 9).

Mas o mesmo Salmo, que repassa a presença do Senhor nas diversas estações da existência, convida-nos a continuar a esperar: chegada a velhice e os cabelos brancos, o Senhor continuará a dar-nos a vida e não deixará que sejamos oprimidos pelo mal. Confiando n’Ele, encontraremos a força para multiplicar o louvor (cf. Sal 71, 14-20) e descobriremos que envelhecer não é apenas a deterioração natural do corpo ou a passagem inevitável do tempo, mas também o dom duma vida longa. Envelhecer não é uma condenação, mas uma bênção!

Por isso, devemos vigiar sobre nós mesmos e aprender a viver uma velhice ativa, inclusive do ponto de vista espiritual, cultivando a nossa vida interior através da leitura assídua da Palavra de Deus, da oração diária, do recurso habitual aos Sacramentos e da participação na Liturgia. E, a par da relação com Deus, cultivemos as relações com os outros: antes de mais nada, com a família, os filhos, os netos, a quem havemos de oferecer o nosso afeto cheio de solicitude; bem como as pessoas pobres e atribuladas, das quais nos façamos próximo com a ajuda concreta e a oração. Tudo isto ajudará a não nos sentirmos meros espetadores no teatro do mundo, não nos limitarmos a olhar da sacada, a ficar à janela. Ao contrário, apurando os nossos sentidos para reconhecerem a presença do Senhor,[2] seremos como uma «oliveira verdejante na casa de Deus» (Sal 52, 10), poderemos ser uma bênção para quem vive junto de nós.

A velhice não é um tempo inútil, no qual a pessoa deva pôr-se de lado recolhendo os remos para dentro do barco, mas uma estação para continuar a dar fruto: há uma nova missão, que nos espera, convidando-nos a voltar os olhos para o futuro. «A nossa sensibilidade especial de idosos, da idade anciã às atenções, pensamentos e afetos que nos tornam humanos deve voltar a ser uma vocação para muitos. E será uma escolha de amor dos idosos para com as novas gerações».[3] É o nosso contributo para a revolução da ternura,[4] uma revolução espiritual e desarmada da qual vos convido, queridos avós e idosos, a fazer-vos protagonistas.

O mundo vive um período de dura provação, marcado primeiro pela tempestade inesperada e furiosa da pandemia, depois por uma guerra que fere a paz e o desenvolvimento à escala mundial. Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado. E estas grandes crises correm o risco de nos tornar insensíveis ao facto de que existem outras «epidemias» e outras formas generalizadas de violência que ameaçam a família humana e a nossa casa comum.

Perante tudo isto, temos necessidade duma mudança profunda, duma conversão, que desmilitarize os corações, permitindo a cada um reconhecer no outro um irmão. E nós, avós e idosos, temos uma grande responsabilidade: ensinar às mulheres e aos homens do nosso tempo a contemplar os outros com o mesmo olhar compreensivo e terno que temos para com os nossos netos. Aprimoramos a nossa humanidade ao cuidar do próximo e, hoje, podemos ser mestres dum modo de viver pacífico e atento aos mais frágeis. A nossa atitude poderá, talvez, ser confundida com fraqueza ou servilismo, mas serão os mansos – não os agressivos e prevaricadores – que herdarão a terra (cf. Mt 5, 5).

Um dos frutos que somos chamados a produzir é o de guardar o mundo. «Todos nos sentamos nos joelhos dos avós, que nos tiveram ao colo»;[5] mas hoje é o momento de colocar sobre os nossos joelhos – com a ajuda concreta ou mesmo só com a oração –, juntamente com os nossos netos, muitos outros assustados que ainda não conhecemos e que talvez fujam da guerra ou sofram por causa dela. Guardemos no nosso coração – como fazia São José, pai terno e solícito – os pequeninos da Ucrânia, do Afeganistão, do Sudão do Sul...

Muitos de nós maturaram uma consciência sábia e humilde, de que o mundo tanto precisa: não nos salvamos sozinhos, a felicidade é um pão que se come juntos. Testemunhemo-lo àqueles que se iludem de encontrar realização pessoal e sucesso na contraposição. Todos o podem fazer, mesmo os mais frágeis: até mesmo o deixarmo-nos cuidar – muitas vezes por pessoas que provêm doutros países – é uma maneira de dizer que é não só possível mas também necessário vivermos juntos.

Neste nosso mundo, queridas avós e queridos avôs, queridas idosas e queridos idosos, estamos chamados a ser artífices da revolução da ternura! Façamo-lo aprendendo a usar cada vez mais e melhor o instrumento mais precioso e apropriado que temos para a nossa idade: a oração. «Tornemo-nos, também nós, um pouco poetas da oração: adquiramos o gosto de procurar palavras que nos são próprias, voltando a apoderar-nos daquelas que a Palavra de Deus nos ensina».[6] A nossa imploração confiante pode fazer muito: é capaz de acompanhar o grito de dor de quem sofre e pode contribuir para mudar os corações. Podemos ser «o “grupo coral” permanente dum grande santuário espiritual, onde a oração de súplica e o canto de louvor sustentam a comunidade que trabalha e luta no campo da vida».[7]

Deste modo o Dia Mundial dos Avós e Idosos é uma oportunidade para dizer mais uma vez, com alegria, que a Igreja quer fazer festa juntamente com aqueles que o Senhor – como diz a Bíblia – «saciou com longos dias» (Sal 91, 16). Celebremo-la juntos! Convido-vos a anunciar este Dia nas vossas paróquias e comunidades, a visitar os idosos mais abandonados, em casa ou nas residências onde estão hospedados. Procuremos que ninguém viva este dia na solidão. Ter alguém para cuidar pode mudar a orientação dos dias de quem já não espera nada de bom do futuro; e dum primeiro encontro pode nascer uma nova amizade. A visita aos idosos abandonados é uma obra de misericórdia do nosso tempo!

Peçamos a Nossa Senhora, Mãe da Ternura, que faça de todos nós dignos artífices da revolução da ternura para, juntos, libertarmos o mundo da sombra da solidão e do demónio da guerra.

A todos vós e aos vossos entes queridos, chegue a minha Bênção, com a certeza da minha afetuosa proximidade. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim!

 

Roma, São João de Latrão, na festa dos Santos Apóstolos Filipe e Tiago, 3 de maio de 2022.

 

[1] Cf. Francisco, Catequese sobre a velhice: 1. A graça do tempo e a aliança das idades da vida (23 de fevereiro de 2022).

[2] Cf. Francisco, Catequese sobre a velhice: 5. Fidelidade à visita de Deus para a geração seguinte (30 de março de 2022).

[3] Francisco, Catequese sobre a Velhice: 3. A velhice, recurso para a juventude incauta (16 de março de 2022).

[4] Cf. Francisco, Catequese sobre São José: 8. São José, pai na ternura (19 de janeiro de 2022).

[5] Francisco, Homilia na Missa do I Dia Mundial dos Avós e Idosos (25 de julho de 2021).

[6] Francisco, Catequese sobre a família: 7. Os avós (11 de março de 2015).

[7] Ibidem.

 

 

Audiência Geral de 24 de agosto de 2022

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Audiência Geral de 17 de agosto de 2022

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Audiência Geral de 10 de agosto de 2022

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Audiência Geral de 22 de junho de 2022 - Catequese sobre a Velhice 15. Pedro e João

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Audiência Geral de 15 de junho de 2022 - Catequese sobre a Velhice 14. O alegre serviço de fé que se aprende na gratidão (cfr. Mc 1, 29-31)

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Audiência Geral de 8 de junho de 2022 - Catequese sobre a Velhice 13. Nicodemos. "Como pode um homem nascer, sendo já velho?" (Jo 3,4)

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Audiência Geral de 1 de junho de 2022 - Catequese sobre a Velhice 12. "Não me abandones quando meu vigor se extingue!" (Sal 71,9)

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Audiência Geral de 25 de maio de 2022 - Catequese sobre a Velhice 11. Qohélet: a noite incerta do sentido e das coisas da vida

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Audiência Geral de 18 de maio de 2022 - Catequese sobre a Velhice 10. Jó. A prova da fé, a bênção da espera

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Audiência Geral de 11 de maio de 2022 - Catequese sobre a Velhice 9. Judite. Uma juventude admirável, uma velhice generosa.

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Audiência Geral de 4 de maio de 2022 - Catequese sobre a Velhice 8. Eleazar, a coerência da fé, herança da honra

[ Alemão  - Árabe  - Espanhol  - Francês  - Inglês  - Italiano  - Polonês  - Português ]

Audiência Geral de 27 de abril de 2022 - Catequese sobre a Velhice 7. Noemi, a aliança entre as gerações que abre o futuro

[ Alemão  - Árabe  - Espanhol  - Francês  - Inglês  - Italiano  - Polonês  - Português ]

Audiência Geral de 20 de abril de 2022 - Catequese sobre a Velhice 6. «Honra o pai e a mãe»: o amor pela vida vivida

[ Alemão  - Árabe  - Espanhol  - Francês  - Inglês  - Italiano  - Polonês  - Português ]

Audiência Geral de 30 de março de 2022 - Catequese sobre a Velhice 5. A fidelidade à visita de Deus para as próximas gerações

[ Alemão  - Árabe  - Espanhol  - Francês  - Inglês  - Italiano  - Polonês  - Português ]

Audiência Geral de 23 de março de 2022 - Catequese sobre a Velhice 4. A despedida e a herança: memória e testemunho

[ Alemão  - Árabe  - Espanhol  - Francês  - Inglês  - Italiano  - Polonês  - Português ]

Audiência Geral de 16 de março de 2022 - Catequese sobre a Velhice 3. A ancianidade, recurso para a juventude despreocupada

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Audiência Geral de 2 de março de 2022 - Catequese sobre a Velhice 2. A longevidade: símbolo e oportunidade

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Audiência Geral de 23 de fevereiro 2022 - Catequese sobre a Velhice 1. A graça do tempo e a aliança das idades da vida

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Oração pelo segundo

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

 

Dou-Vos graças, Senhor,

pela bênção de uma longa vida,

porque quem em Vós se refugia,

Vós sempre lhes concedeis dar frutos.

 

Perdoai, ó Senhor,

a resignação e o desencanto,

mas não me abandoneis

quando as minhas forças se esvaem.

 

Ensinai-me a olhar com esperança

para o futuro que me dais,

para a missão que me confiais,

e a cantar para sempre os vossos louvores.

 

Fazei de mim um terno artífice

da Vossa revolução,

para guardar com amor os meus netos

e todos os pequeninos que em Vós procuram abrigo.

 

Protegei, ó Senhor, o Papa Francisco

e concedei a Vossa Igreja

libertar o mundo da solidão.

Dirigi os nossos passos no caminho da paz.

Amém.

 

 

Hoje, 10 de maio, foi apresentada a mensagem do Papa Francisco para o segundo Día Mundial dos Avós e dos Idosos com o tema “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15). O Santo Padre dirige-se à sua geração para lembrar que quem está numa idade avançada tem uma importante missão: ser “artífices da revolução da ternura” e de “libertarmos o mundo da sombra da solidão e do demónio da guerra”. O Papa convida, além disso, a redescobrir essa fase como “dom duma vida longa”. 

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida aponta duas modalidades concretas para viver o Día Mundial dos Avós e dos Idosos: celebrar em cada paróquia uma missa dedicada aos idosos e ir ao encontro dos que não costumam receber visitas. Por outro lado, na Mensagem, o papa afirma que “A visita aos idosos abandonados é uma obra de misericórdia do nosso tempo”. 

Durante a coletiva de imprensa, foi apresentado também o logo do Día Mundial, que tem no centro um abraço, símbolo do encontro e do diálogo entre as gerações (neste link pode-se encontrar uma explicação detalhada do seu significado).

Além do Cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, e do Dr. Vittorio Scelzo, responsável pela pastoral da pessoa idosa, tomaram a palavra Giancarla Panizza e Maria Francis, que deram testemunho de que as ideias contidas na mensagem são percursos que cada comunidade pode viver na sua própria realidade concreta. Giancarla Panizza é uma mulher idosa italiana que se ofertou, com a sua aldeia no norte da Itália, para acolher refugiados na Ucrânia. De Bangalore, Maria Francis contou que, em julho de 2021, promoveu e organizou, em diversos lugares da Índia, visitas de jovens a idosos sozinhos, por ocasião da prima edição do Día Mundial.

 

“Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15) é o tema escolhido pelo Santo Padre para o II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O Santo Padre dirige-se à sua geração para lembrar que quem está numa idade avançada tem uma importante missão: ser “artífices da revolução da ternura” e de “libertarmos o mundo da sombra da solidão e do demónio da guerra”. O Papa convida, além disso, a redescobrir essa fase como “dom duma vida longa”. 

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“Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15) é o tema escolhido pelo Santo Padre para o II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O Santo Padre dirige-se à sua geração para lembrar que quem está numa idade avançada tem uma importante missão: ser “artífices da revolução da ternura” e de “libertarmos o mundo da sombra da solidão e do demónio da guerra”. O Papa convida, além disso, a redescobrir essa fase como “dom duma vida longa”. 

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